terça-feira, 6 de agosto de 2013

Propaganda e suas falas implícitas e explícitas.


Prosseguimos então tendo uma aula interessante que revelou coisas que antes eu não havia pensado. O texto que vou tratar aqui é o “Pedagogia cultural, gênero e sexualidade”, de Ruth Sabat (2001). O texto aborda o fato de como a publicidade influencia a questão dos gêneros, de como mulheres e homens devem se comportar e serem criados. Trata também da sedução que as propagandas causam nos consumidores.
A partir da adoção da Semiologia de Barthes como referencial teórico, a autora mostra como a articulação entre signos linguísticos e não-linguísticos contidos nas propagandas atua no sentido de reiterar e, ao mesmo tempo, reforçar concepções de gênero que, como quaisquer outras formas de representação, são construídas coletivamente.

A autora inicia o texto descrevendo como a mídia influencia as questões da sexualidade na sociedade. Dizendo o que meninas e meninos podem fazer e usar, estipula cor e brinquedos, e de tal maneira e violência as "exigências" vindas da mídia entra nas casas e transforma quartos em rosa ou azul, cheios de carrinhos de brinquedos ou bonecas.
Nossas crianças, desde a descoberta do sexo, acontece um investimento para introduzir esta criança no universo feminino ou masculino. 
Gostaria de saber quem disse que menina usa rosa e menino azul?

Que menina precisa ser delicada e menino o tipo que joga bola, cai e se rala todo, corre e sua?

 Assim Ruth lança mão de duas autores para ambos os fins, uma vez que busca em Britzman a contestação da ideia de que não existe identidade sexual pré-definida nos indivíduos e, por outro lado, se vale de Jeffrey Weeks para corroborar o caráter semiótico das propagandas analisadas, citando a afirmação de que sexualidade não apenas se manifesta com o corpo mas também por palavras, imagens, rituais e fantasias.





Fizemos também um estudo das Diretrizes curriculares Nacionais DCN - Ensino Fundamental. Quero nesta postagem pontuar o que chamou  minha atenção dentro do texto estudado.
Para o DCN acolher no EF significa cuidar e educar, para que seja uma forma de assegurar o aprendizado do aluno das disciplinas curriculares. Atentando para despertar no aluno o interesse por questões sociais e usufruir para o que a sua cidade, comunidade e etc. possam oferecer. No entanto, entendemos que há um problema, já que os anos iniciais estão nas escolas municipais, e os anos finais nas estaduais. Para que isto não se torne um problema para os alunos é preciso existir um sistema que dê continuidade ao que aquele estudante estava estudando, desta maneira a escola estadual poderá sanar as dificuldades e então preparar este aprendiz para os anos finais do EF.
Desta maneira, podemos concluir de que o trabalho da escola em ensinar ao aluno inclui, professor, sistema, direção e o próprio aluno. 

Projeto Político Pedagógico

Durante o estudo da disciplina Escola e Currículo fizemos uma leitura reflexiva do capítulo "Dia 12 de maio, quarta discussão: as questões da organização pedagógica" do livro Criar currículo no cotidiano de Macedo e outros.
O texto narra reuniões feitas com os profissionais de uma escola durante o café. O autor ressalta que é preciso que os professores se reúnam e compartilhem saberes durante os intervalos, para que possam melhorar o ensino e o trabalho em sala de aula.
O assunto gira em torno do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, é dito que " é necessário explicitar no projeto político-pedagógico algumas ações que garantam, por exemplo, a efetivação de espaços coletivos de discussão e avaliação permanente do trabalho e do próprio projeto" para que se possa superar as dificuldades de se colocar em prática as novas ações coerente com o que foi planejado (Macedo, 62).
Algo muito importante é tratar do cotidiano dentro do PPP, já que a "vida cotidiana não é apenas locus de repetição e de reprodução, é também, sobretudo, espaço/tempo de produção de conhecimento válidos e necessários" (Macedo, 65).